sábado, 24 de setembro de 2011

ROCK IN RIO 2011: MAIS RIO E MENOS ROCK



Hoje, dia 23 de setembro de 2011, um dos maiores eventos mundiais do ramo musical volta a fazer jus ao nome – pelo menos na questão geográfica: Rock in Rio. Este retorna ao berço envolto em polêmicas quanto à escolha das atrações. Tudo bem que é difícil agradar à gregos e troianos, mas este terceiro evento no Brasil resolveu ceder em demasia aos modismos efêmeros, aparentemente seguindo o direcionamento comercial feito pela indústria fonográfica.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO DE 2001: O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO

 
 
O objetivo principal do historiador é revelar um olhar significativo para determinado fato relevante, analisando as suas causas e consequências. Lembro-me de que, quando iniciei o meu curso de História na Universidade Federal do Amazonas no final dos anos 90, a maioria dos professores dizia: “Esqueçam a forma como foi contada determinada história. Aqui vocês ajudarão a reconstruí-la”. Confesso que em um primeiro momento não compreendi muito bem como seria isso na prática. Mas o tempo, principalmente para os historiadores, é realmente o ‘senhor da razão’. E eis que, já no final do meu curso, mais precisamente no dia 11 de setembro de 2001, os meus olhos presenciavam pela televisão o verdadeiro significado de um fato histórico que abalava as estruturas da nação mais poderosa do mundo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

BRASIL, ORGULHO DE TODOS NÓS (?)


           
Hoje ao retornar para casa, deparei-me com a seguinte cena: o carro à minha frente estampava um adesivo com o seguinte slogan: ‘Brasil, orgulho de todos nós’. Fiquei imaginando em que contexto aquela motorista colocou o bendito adesivo. Porque a absolvição hoje dada pelos 265 deputados federais ‘secretos’ à Jaqueline Roriz (PMN-DF) demonstra que a falta de credibilidade, moralidade e vontade de mudanças nos comportamentos de nossos representantes continuam nos deixando perplexos de vergonha ao percebermos que os próprios representantes da população estão mais preocupados com os seus próprios interesses do que com o que realmente deseja o povo brasileiro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

COMO NOSSOS PAIS

Neste domingo, 14 de agosto, é comemorado o Dia dos Pais e, diante dos recentes acontecimentos, resolvi fazer uma análise de como uma relação tão sublime pode ser tão promíscua. O primeiro fato refere-se a fortíssimos indícios de corrupção e enriquecimento ilícito em cenário nacional e o segundo, a anulação de um concurso público local por indícios de fraude. Ambos os casos possuem em comum o envolvimento em negócios – ou negociatas para quem preferir – e facilitações, graças às funções privilegiadas dos pais dos envolvidos.
 

sábado, 30 de julho de 2011

O INFERNO ASTRAL DE DILMA

            
Como se não bastasse toda a limpeza que está sendo feita no Ministério dos Transportes, a presidenta Dilma enfrenta agora uma nova onda de acusações de corrupção envolvendo o Ministério da Agricultura. Além disso, em recente declaração, o seu ministro da defesa Nelson Jobim afirmou categoricamente que não votou na sua superior institucional. São exemplos claros de que muita coisa vai mal pelos arredores do Palácio do Planalto. E o pior é que são ministérios liderados por um partido que é a maior força aliada de Dilma Rousseff, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

sábado, 23 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE: MAIS UM EXEMPLO DE UMA TRISTE AUTODESTRUIÇÃO

Sou um músico frustrado e chato. Para me convencer de que algo musicalmente é bom é muito difícil – que o digam aqueles que me conhecem. Desconfio de bandas e artistas “pré-fabricados”. Mas com Amy Winehouse foi diferente. Ela conseguiu quebrar paradigmas na música do século XXI.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

TÁ QUERENDO ME ENGANAR É?... QUANDO AS PALAVRAS NÃO SÃO O QUE REALMENTE DEVERIAM SER

Durante a década de 80, existia um clássico comercial no qual um garotinho, mesmo de olhos vendados, era capaz de identificar o produto original que ele aprecia. Mesmo os outros produtos tendo o mesmo formato, pareciam, mas não eram o verdadeiro. Assim também ocorre na história política. Façamos, então, um paralelo (guardada as proporções, obviamente) entre a Alemanha do início do século XX e o Brasil de hoje.

Em 1920 é fundado o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães(Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP), com a colaboração de Adolf Hitler. A Alemanha encontrava-se arrasada, humilhada após a 1ª Guerra Mundial, principalmente com as determinações do Tratado de Versalhes. O nome do partido que nascia, reacendia uma esperança no povo alemão e por si só levaria à idéia de uma sociedade justa e igualitária. Uma verdadeira congregação do povo alemão. Mas, o que se percebe nos vinte e cinco pontos constantes no estatuto do partido, na verdade, é que a palavra socialismo é usada apenas de maneira eufemista para se atingir os verdadeiros objetivos nazistas. Esta afirmação fica evidenciada no item 4 do  estatuto do NSDAP:

4.      Só pode ser cidadão o que for irmão de raça (Volksgenosse - companheiro de povo). Só pode ser do nosso povo (Volksgenosse) quem tiver sangue alemão, sem consideração da religião. Nenhum judeu pode, assim, ser companheiro de povo (Volksgenosse).

            A expropriação de terras, a fim de dividi-las entre os alemães, eram somente as dos judeus e de povos de outras etnias. Que igualdade é esta? Que socialismo é esse?

            Bom, mas aqui no Brasil recentemente tivemos experiência que, se nos distancia do que foi o nazismo, nos aproxima em relação à tentativa do “parece, mas não é”. 

          Refiro-me ao Partido da República (PR) fundado em 2006 da fusão de dois partidos: o PL (Partido Liberal) e o PRONA (Partido de Reedificação da Ordem Nacional) e que hoje se encontra envolvido em acusações de superfaturamento, desvio de verbas, tráfico de influência e tantas outras. 
           
O termo República vem do latim res publica, ou seja, coisa pública. Temos que ter o cuidado, zelar, cumprir nosso papel como cidadãos para resguardar o que é de TODOS. Ou o que seria de todos. Portanto, ao se auto intitular Partido da República, deveria assumir um compromisso real no cuidado da coisa pública. Mas fica a certeza que o nome é apenas um detalhe, ainda mais sendo o presidente do partido o ex-ministro dos transportes, atualmente o centro de todas as denúncias da sujeira que envolve os noticiários políticos do país. E ele sai para assumir o seu mandato no Senado. Será que irá cumprir com afinco as ideologias do seu partido, principalmente o princípio que diz que o “Partido da República, que tem por base proteger o patrimônio público (res publica), defende um projeto de nação assentado em nossa soberania e nos valores nacionais, com destaque à liberdade, ao desenvolvimento e à justiça social? (grifo nosso)

            Mas o que esperar de um partido que possui em seus quadros figuras como Valdemar Costa Neto (escândalo do mensalão), Anthony Garotinho (escândalo das ONGS no Rio de Janeiro), Inocêncio Oliveira (escândalo no departamento de obras contra a seca), Blairo Maggi (escândalo dos "aloprados") e... Tiririca! E assim, o PR segue escandalizando o Brasil.

          Ouso dizer que, infelizmente, não foi a primeira e tampouco será a última vez que sofreremos um ‘estelionato partidário’. Mas é assim. Nomes bonitos e impactantes, de partidos que não representam absolutamente nada quando suas práticas não são condizentes. Figuram apenas como um mero markentig publicitário. 

Mas vejamos o lado positivo: estamos em processo de amadurecimento da nossa democracia. Talvez o termo República seja interpretado de maneira diferente para os membros do PR, assim como o termo socialista para os alemães de Hitler. Sendo assim, fica a dica: da próxima vez não se deixe enganar. O produto pode não ser Sadia!


                       Publicidade da Sadia nos anos 80


OBS: Cabe frisar que o mesmo Sr. Alfredo Nascimento, ex-ministro, como presidente do Partido da República, terá direito de indicar o seu substituto. Se será acatado, é outra história. Mas como a política depende de uma ‘inabalável’ base aliada...